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Sobre cloacas fedidas, achocolatados corrosivos, comer bebês, pH da região íntima e uma nova mesa no meu iglu de trabalho.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mais uma novela das muitas que rodeiam minha existência chegou ao fim. Depois de meses esperando o filho da puta do cara da loja de móveis entregar minha mesa no trabalho, ele apareceu lá no último dia 04 de outubro trazendo meu mimo. Não é uma coisa maravilhosa e nem novinha (na verdade o cara diz que é), mas só de poder ter um espaço a mais pra poder
desenhar e colocar meus apetrechos. Falta agora dar uma boa decorada nela, organizar algumas cousinhas e esperar as gavetas reformadas chegarem (o que pode demorar), aí vai virar um cantinho descente.
Pelo menos agora não vou mais precisar deixar nem minha mochila e principalmente o scanner no chão, o que deixava o ambiente bem feio visualmente, além disso, espero que a mesa absorva parte do frio glacial que é gerado pelo nosso Hyper Ultra Blaster Master ar-condicionado termo-nuclear. Sei que tá calor, sei que já que se comprou o ar é melhor usá-lo, mas o problema é que eu sou absurdamente friorento. Pessoas de braços e pernas raquíticos tem esse problema, aliás, eu ando parecendo o Esquálidus da Disney, pés e mãos grandes, barriguinha protuberante e braços e pernas fininhos. O ar gélido penetra nos poros e alcança os ossos rapidamente, gerando em mim um desconforto colossal. Realmente posso considerar aqui o meu iglu (nossa, palavra rara de se usar), mas pelo menos estou num iglu (usei de novo) com uma mesa maior. Se é pra se morrer de hipotermia, que se morra com conforto.


E o nosso bom e velho amigo Toddynho heim? “O seu companheiro de aventuras”. Ao que parece ele já não é mais tão companheiro assim, já que o polêmico lote do produto que acabou fazendo tanta gente passar mal estava com um pH de 13,3, conforme detectado pela Vigilância de Saúde do Rio Grande do Sul. A solução viável em minha opinião seria eles misturarem aquele tal de Dermacyd Femina à formula da bebidinha, pois eu vi na TV que ele serve pra regular o pH da região íntima e dentro do nosso corpo é um lugar íntimo. 
"A máquina produziu um pequeno lote que não tinha Toddynho. Era uma solução que nós usamos para lavar a máquina: água e uma concentração de detergentes de 2%. Pode conter soda cáustica."

Vladmir Maganhoto, diretor da unidade de negócios Toddynho da PepsiCo.

Até agora, mais de 20 pessoas ingeriram o líquido em caixinhas de Toddynho em 11 cidades do Rio Grande Sul.
Casos como esse me fazem lembram o escândalo dos chicletes Bubbaloo e das balas Van Melle nos anos 90, vocês se lembram?
Reza a lenda que alguns vendedores de balas que ficavam com seus carrinhos na porta das escolas (isso é bem do meu tempo), colocavam cocaína em seus doces para viciar as crianças e assim fazer com que elas voltassem sempre querendo mais. Essa artimanha criava filas gigantescas e aglomerações no pátio das escolas, aumentando em muito os lucros dos vendedores.
Mas a verdade é que não se trata de uma lenda urbana. Na década de 90, em algumas das embalagens das balas Van Melle (fabricante de Mentos, Bubbaloo, entre outros), foi encontrada uma pequena quantidade de cocaína pura, injetada com seringas. Nas balas “contaminadas” podia-se encontrar o furinho da agulha.
Algum tempo depois da prisão do camelô que as vendeu, as balas com cocaína apareceram no Rio de Janeiro e também em Juiz de Fora, MG e em diversos outros Estados do país. As investigações levantaram a hipótese de chantagem industrial, mas nada foi confirmado. Quanto a empresa, ela não conseguiu contornar todo esse escândalo e teve grandes prejuízos, sendo obrigada a fechar suas portas no Brasil.
Também me lembrei bastante de um filme trash de terror antigo, chamado “A Coisa”, um doce, ou sorvete, já não me lembro mais, que era corrosivo ou alienígena. Dominava as pessoas e as matava de dentro pra fora. Linda história.


As pessoas estarem defendendo esse tal de Rafinha Bastos do programa CQC, em minha opinião só mostra o quanto a maior parte do povo brasileiro tem um espírito pobre  e valoriza cousas idiotas, o que ocasiona a não "ida para frente" do nosso Brasil varonil de merda.
Nunca assisti CQC e nem o Rafinha Bastos, mas impossível não saber quem são, graças a nossa amiga de todos os dias, a mídia. Não sei se sou eu que estou ficando velho e rabugento ou se são as pessoas que são fúteis demais, mas a televisão brasileira do meu ponto de vista nada mais é do que uma cloaca bem fedida e melecada. Pouquíssima cousa se salva, de resto, só programas dominicais enfadonhos, reality shows e programas de auditório apelativos. Em verdade vos digo que não sou moralista e nem prezo os bons costumes, mas acredito que bom gosto e bom senso ainda caibam em qualquer lugar e que certas piadas devem ser contadas somente para certas pessoas. Justamente porque gosto é que nem cu, cada um tem o seu, eu acho que não se pode sair dizendo qualquer coisa a quem quer que seja e dane-se quem não gostar. Opinar sobre um assunto é uma coisa. Todos tem direito a expressar suas opiniões mesmo que elas sejam contrárias à do outro, desde que o façam de forma inteligente e educada, mas hoje em dia os termos livre arbítrio e liberdade de expressão estão sendo usados como muletas para a vulgaridade. E hoje em dia também, ser vulgar se tornou sinônimo de ser engraçado.
Pior são argumentos de alguns, mocinhas defendendo a piada de mau gosto do rapaz só porque ele é simpático e bonitinho, carismático. E os machistas de plantão dizendo que não houve nada demais na piada dele, porque a verdade é que mesmo que não admitam, a maioria dos homens acho que pensa na mesma piada. Enfim, parágrafo escrito meramente pra fazer volume no texto. O fato é que estou me lixando pra esse Rafinha, o que ele disse ou desdisse e o resto da humanidade. É só por hoje.


Eduardo Montanari Sobre o Autor:
Eduardo Montanari é dono dos blogs Divagações Solitárias e Du-Montanari Design. É formado técnico em informática e trabalha como designer e web designer. Nerd assumido, gosta de quadrinhos, anime, mangá, entre outras nerdices e esquisitices.


2 Divagações

  1. Esquálidus da Disney, kkkkkk cara eu ri aqui, aqui no meu trabalho eu passo pela mesma situação um frio de gelar, só consigo trabalhar de casaco.

    Cara eu não estava sabendo dessa historia do Toddynho não quanta imcompetencia um dia eles ainda matam um, mas foi muito hilario quando vc fala sobre Dermacyd Femina kkkkkkkkkkkk muito bom

    Eu lembro desse caso dos chicletes Bubbaloo, só que eu achava que era boato, ainda bem que eu nunca gostei desse chiclete mesmo.

    pow bateu saudade agora desse filme, eu assisti quando criança, era um iogurte alienígena que transformava as pessoas em zumbis, eu lembro que depois desse filme fiquei um bom tempo sem comer iogurte.

    Cara apesar de ter achado que esse rafinha passou dos limites, eu to cagando e andando pra esses artistas, eu quero mas que eles se matem, uns aos outros, to nem ai.

    Grande abraço

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  2. Na infância, devo ter sido facilmente drogada com as balinhas dos vendedores de porta de colégio. Não me admiro. Eu era viciada em chiclete, mas larguei esse hábito péssimo aos dez anos de idade, em definitivo, porque já não estava gostando da coloração amarelada de meus dentes.
    Quanto ao Rafinha Bastos, gosto dele, assisto CQC, e mídia mesmo foi o que fizeram com a sua saída. Absurdo. Beijão.

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