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Crítica pessoal: Ender's Game - O Jogo do Exterminador.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

No dia de natal fui ao cinema, inicialmente por falta de coisa melhor o que fazer e para distrair um pouco a cabeça, já que não conseguia parar nem um segundo de pensar no meu ex e no novo namorado dele, mas não, não vou falar sobre isso no post, por mim os dois podem literalmente morrer de amor. O negócio é que, não é de hoje, tenho ouvido falar muito de um filme, um tal de Ender's Game - O Jogo do Exterminador, que dizem, vem de um livro muito bacana, famoso (eu sinceramente nunca tinha ouvido falar até antes de começarem a divulgar o filme), escrito pelo autor americano Orson Scott Card e que agora finalmente iria ser adaptado ao cinema. Vi as primeiras fotos do longa, os trailers, confesso que achei o jovem Asa Butterfiled (de A Invenção de Hugo Cabret e O Menino do Pijama Listrado) uma gracinha, mas li o resumo da sinopse da história e achei bem interessante: ficção científica, futuro, invasão alienígena de seres esquisitos (os Formics) e crianças intelectualmente superdotadas treinadas em jogos de guerra para enfrentarem o invasor espacial. Nada digno de Oscar, bastante infantilóide, confesso, efeitos muitos bons, um início que lembra muito o final do filme Independence Day (praticamente um plágio do mesmo) e uma história pouco consistente. Não li o livro, talvez algum dia quando conseguir retomar o hábito da leitura eu faça isso, mas mesmo sem te-lo feito, consegui perceber que devem ter resumido bastante da história, o que fez a motivação dos personagens parecer pouco ou nada convincente para mim. Se formos analisar com calma, veremos que O Jogo do Exterminador não deixa de ser mais um dos muitos derivados de Harry Potter, só que esse em versão espacial: menino superinteligente que se destaca entre os demais, escolhido para entrar na escola de batalha, vai ganhando status e reconhecimento dentro da instituição até chegar ao ápice, ao "motivo pelo qual nasceu", como ele mesmo diz no filme, que é usar todas as suas habilidades para destruir o inimigo e salvar a humanidade da total aniquilação.

Apesar desses clichês, os quais em minha opinião, são batidos e alguns bem óbvios, o filme consegue se manter bem como uma ótima distração de final de semana e aventura juvenil. Embora como eu já tenha dito acima, a motivação dos personagens pareça meio pífia e suas personalidades mal construídas ao longo do filme, admito que consegui pegar uma certa raiva de Harrison Ford como Coronel Graff, ainda mais quando, no final do filme é revelada toda a verdade para o jovem Ender Wiggins (Butterfield) e ambos tem um intenso debate moralista, mostrando que Graff realmente só enxerga as crianças que treina, como meros peões em batalha e é um homem absolutamente frio, justificando seus atos radicais na preservação da espécie humana.
Enfim, curti o filme, recomendo pra quem está afim de curtir uma aventura espacial leve, quase sem nenhuma cena de violência e para os garotos que gostam de jogar Knect, no XBOX.




Sobre o Autor:
Eduardo Montanari Nascido e ainda morando na cidade de Bauru, interior do Estado de São Paulo, sou estudante de Design e trabalho como designer e web designer, áreas pelas quais tenho muito interesse. Amo cinema, quadrinhos e boa música.



2 Divagações

  1. Totalmente de acordo com a análise do filme Ender's game . Devo acrescentar que eu vi com um amigo que não sabia nada sobre o romance e foi bastante intrigado com algumas peças que são, obviamente, para envolver o espectador para uma possível segunda parte (que provavelmente nunca irá existir).

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