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Um desafio grande e grosso, nostalgia e uma boa xícara de café.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Comecei hoje a ler mais um livro, sobre o qual, como de costume, não vou comentar até terminar a leitura e fazer a minha crítica literária. Pensei muito antes de escolher o que ler, pois apesar de ter devorado os dois últimos em poucos dias, não tinha certeza e ainda não garanto que vou conseguir ler esse terceiro em tão pouco tempo. Com suas 585 páginas esse é um dos livros mais longos que já me propus a ler, além disso, as letras são pequenas e as entrelinhas estreitas, a história é muito bacana, ficção nerd de um autor nacional, mas o negócio é que, pela quantidade de páginas e o tamanho da fonte do texto, a leitura não rende muito. No caso de A trégua e O verão das bonecas mortas, as folhas claras, letra maior e a pouca quantidade de texto em cada página facilitaram muito, mas agora acho que vou demorar quase um mês para terminar esse. Gostaria muito, muito mesmo de acabar antes do dia 30 de janeiro, que é quando começam as minhas aulas do segundo ano do curso de design, aí, trabalhando das 8h às 18h, e com aulas das 19h às 22h15, só terei tempo de ler nos finais de semana, isso se não tiver nenhum trabalho pra fazer.


É interessante como sentimos uma nostalgia estranha, agradável, quando nos decidimos a, por um motivo ou por outro, aos poucos retomar velhos hábitos que achávamos ter perdido para sempre. As vezes passamos tanto tempo focados em alguma situação, em alguém, que esquecemos completamente as pequenas coisas que nos dão prazer, é um período no qual nos anulamos. Outro dia, numa terça-feira, acho, abri o Youtube e busquei por alguns clipes musicais dos anos 80, músicas que marcaram minha infância e adolescência, costumo fazer isso até com uma certa frequência, mas nesse dia, buscar por essas músicas das quais eu gostava tanto e ouví-las uma após a outra, me fez não apenas viajar no tempo, mas também me fazer uma pergunta que soa até bizarra: "Onde foi que eu estive esse tempo todo, que me esqueci que gostava tanto dessas músicas"? Comecei a cantar junto, acompanhar o ritmo e de repente, quando dei por mim, estava alegre, me lembrando dos meus tempos de colégio, das pessoas com as quais convivi e de como as coisas eram bem mais fáceis de levar quando eu tinha meus 18 anos.
Não foi muito diferente com os livros, eu havia esquecido a sensação boa de terminar de ler a última linha, da última página de um livro interessante e não apenas ter a sensação de dever cumprido, mas de ter absorvido, agregado muita coisa interessante, algumas possíveis até de serem usadas em meu dia a dia.

Não estou apenas voltando a fazer coisas as quais havia deixado de fazer, mas também me esforçando para acrescentar novos costumes à minha rotina. Já contei aqui que passei a acordar bem mais cedo do que costumava durante o ano passado, tomar um banho pra ter mais disposição, dar uma freada na comida em excesso, mas também decidi começar a fazer pequenas coisas não apenas por mim, mas pelas pessoas com as quais, algumas felizmente, outras o oposto, sou obrigado a conviver todos os dias. Em 2013 andei gastando bastante na cantina da universidade, já que na maior parte das vezes não levo nada de casa pra comer no trabalho, não apenas gastando muito, mas comendo coisas nada saudáveis. Salgados todos os dias, caramelos, algumas vezes refrigerante. Me considero uma pessoa feia, de corpo disforme e comer essas coisas não estava ajudando na melhora da minha autoestima. Decidi então, desde que voltei a trabalhar, desenvolver o hábito de passar na padaria, comprar meia dúzia de pãezinhos franceses, um iogurte para mim e levar pra universidade. Chegando lá, antes de começar a trabalhar, passo um cafezinho fresco e perto das 9h da manhã, aviso o pessoal que o café da manhã está na mesa. Tem sido bom, nunca pensei que fazer café fosse terapêutico, mas para mim é. São poucos minutos que passamos sentados na cozinha comendo os pães e tomando meu café, mas me sinto relaxado, satisfeito ao ver que de alguma forma contribuí para melhorar o dia dos garotos que trabalham comigo. É mais um momento do meu dia no qual deixo de pensar em tantas coisas que vieram me fazendo um enorme mal nos últimos meses. 

Sobre o Autor:
Eduardo Montanari Nascido e ainda morando na cidade de Bauru, interior do Estado de São Paulo, sou estudante de Design e trabalho como designer e web designer, áreas pelas quais tenho muito interesse. Amo cinema, quadrinhos e boa música.



4 Divagações

  1. Você está lendo A Batalha do Apocalipse.

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    1. É, como eu disse, eu preferia não dizer, pra evitar que alguém comente e me dê spoilers sobre o livro. Não curto saber a opinião das pessoas sobre um livro antes que eu o termine, para não me desmotivar. Mas já que você se adiantou né? Também, ninguém comenta mesmo.

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  2. Olá, passei um tempo sem comentar seus textos mas sempre passo pra ler entre um email e outro. Fico contente que esteja retomando bons hábitos que lhe fazem tão bem. Confesso que fiquei curiosa sobre o segundo livro que você comentou, deu uma cocerinha pra comprar no cartão... mas eu também estou sofrendo do mesmo mal que você está se livrando: preciso retomar o meu hábito de leitura... mas o pior não é isso, é que eu não estou lendo mas continuo comprando livros e já tenho uma lista considerável para ler na minha estante. Boa sorte na sua nova leitura e tomara que consiga cumprir a sua meta.

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    1. Pois é Carol, eu agora comecei a ler os livros que tenho em casa, os que comprei e nem cheguei a pegar pra ler. Comprar um livro novo é bacana, mas infelizmente livros são caros demais, não é todo mês que poderei comprar um. Esse último mesmo, comprei em parcelas. Agora, enquanto pago, vou lendo o que tenho aqui comigo.

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